
Gilda Gomes Campos
62 anos
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Minha mãe, além de trabalhar no quintal, percorria as casas para fazer panela. Porque naquele tempo eu saía pra ela pedindo “um dia de panela”. Hoje a gente fala dinheiro emprestado. Eu ia na casa das pessoas e pedia o dinheiro de “um dia de panela”. Depois minha mãe ia lá pra pagar esse dinheiro. A gente recebia antes, se eles tivessem. Ela fazia panela pra peixe, pra feijão. Era pra fazer todas as etapas: fazia, virava. Ficava o dia inteiro. Às vezes, eu ia, porque eu era muito apegada a ela. Acho que foi por isso que aprendi mais.

